quarta-feira, 11 de novembro de 2015

“Sintaxe à Vontade”

Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
A partir de sempre
Toda cura pertence a nós
Toda resposta e dúvida
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase, nem a crase nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
E estar entre vírgulas é aposto
E eu aposto o oposto que vou cativar
A todos sendo apenas um sujeito simples
Um sujeito e sua oração
Sua pressa e sua prece
Que a regência da paz sirva a todos nós… cegos ou não
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para nossa oração Separados ou adjuntos, nominais ou não façamos parte do contexto da crônica
E de todas as capas de edição especial sejamos também o anúncio da contra-capa
Mas ser a capa e ser contra-capa
É a beleza da contradição
É negar a si mesmo
E negar a si mesmo
É muitas vezes, encontrar-se com Deus Com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora Cada um possa se encontrar no outro
Até porque…
Tem horas que a gente se pergunta…
Por que é que não se junta
Tudo uma coisa só?
- O Teatro Mágico

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