Olá gramáticos! Vamos falar sobre Planos de Aula? Como sabem o planejamento em nossas vidas é algo extremamente importante e justamente por conta disso nós sempre recomendamos a utilização de um Plano de Aula. Afinal imagine como seus alunos se sentiriam se percebessem que seu próprio professor está "improvisando" com o futuro deles? Não custa nada tirar uns minutinhos do seu tempo para fazer daquela, uma boa aula não é?
Bom, pensando nisso eu fiz um plano de aula junto com minhas amigas da faculdade, todo inspirado na matéria que temos nas segundas-feiras na Universidade Paulista: Morfossintaxe Aplicada. . <3
Claro que estamos aproveitando a deixa para apresentar a todos nosso trabalho da mesma disciplina também, mas que não deixou de ser tão interessante quanto.
Esperamos de coração que nosso Plano de Aula ajude futuros e atuais professores e que nossa Atividade Prática Supervisionada nos sirva de exemplo para que futuramente nós mesmas trabalhemos dessa forma, senão melhor.
Obrigado a todos que nos ajudaram a concretizar esse trabalho e a nossa professora Adelaide que nos passou as informações principais para que tudo fosse possível.
Gabriela, Gessyca e Luana (Curso de Letras 3° e 4° semestres)
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PLANO DE AULA
Disciplina: Língua Portuguesa
Ano: 7°
Carga horária: 6 aulas
Período de realização: Nov/2015
Tema
Central:
Este projeto pretende resgatar o
trabalho com textos de caráter argumentativo, explanando as peculiaridades do
modo de organização discursiva argumentativa, procurando tornar clara a
distinção entre as noções de tipo e gênero. Para tanto, o ensino
será norteado pelos pressupostos teóricos de Koch (2006), Marcuschi (2002) e
Charaudeau (1998). Procurará fomentar a escrita e a leitura, fundamentando que,
por meio da argumentação, podem-se formar sujeitos mais críticos, capazes de
agir positivamente na sociedade.
Objetivos:
·
Avaliar o conhecimento do aluno em relação ao
projeto;
·
Propor atividades para que o aluno possa
alimentar seu senso crítico, de forma que o exponha aos demais;
·
Contribuir com a interação da classe, a
reflexão em conjunto e a troca de conhecimento;
·
Melhorar a interpretação textual dos alunos;
·
Mostrar os efeitos que podem contribuir com
as orientações argumentativas de um texto (ironia, metáfora, etc.);
·
Explorar os vários gêneros de caráter
argumentativo (propaganda, comentário, poema, etc.)
·
Explanar
as orações subordinadas (adjetivas, adverbiais e substantivas) a partir da
leitura de textos argumentativos, possibilitando que a turma reflita sobre a
relação de sentido que se estabelece entre as orações;
·
Induzir
o aluno a pensar nas relações entre o conteúdo gramatical e o tipo textual trabalhado,
já que as orações subordinadas são elementos fundamentais para o encadeamento e
a articulação de ideais no texto.
Recursos:
· Aulas
dialogadas e expositivas;
· Aparelho
DVD;
· Projetor
Multimídia;
· Filme;
· Xerox;
Avaliação
A avaliação será feita conforme a
participação do aluno durante as aulas e seu desenvolver nas respectivas
produções textuais.
Desenvolvimento
-
Aula 1 e 2
Os alunos assistirão ao
filme Filadélfia (1993), estrelado por Tom Hanks e Denzel Washington
e dirigido por Jonathan Demme. Após a sessão, haverá uma discussão coletiva. A
professora lançará algumas questões norteadoras, como: “Qual o tema do
filme Filadélfia? Este filme, lançado no ano de 1993, lembra nossa
realidade contemporânea? Em quais aspectos?”.
-
Aula 3
Após as discussões, os alunos recebem a
seguinte folha com o seguinte texto:
Programa
de reflexões e debates para a Consciência Negra
Por
Felipe Cândido da Silva
Todos
sabemos que no mundo há grandes diferenças entre pessoas e que, por estupidez
e ignorância, cria-se o preconceito, que gera muitos conflitos e
desentendimentos, afetando muita gente. Porém, onde estão os Direitos Humanos
que dizem que todos são iguais, se há tanta desigualdade no mundo?
Manchetes de jornais relatam: “Homem
negro sofre racismo em loja”; “Mulheres recebem salários mais baixos que os
homens”; “Rapaz homossexual é espancando na rua”; “Jovens de classe alta
colocam fogo em mendigo”; “Hospitais públicos em condições precárias não
conseguem atender pacientes”; “Ônibus não param para idosos”. “Escola em mau
estado é interditada e alunos ficam sem aula”; e muitas outras barbaridades.
Isso mostra que os governantes não estão fazendo a sua parte.
Mas pequenos gestos do dia a dia –
como preferir descer do ônibus quando um negro entra nele; sentar no lugar de
idosos, gestantes e deficientes físicos, humilhar uma pessoa por sua religião,
opção sexual ou por terem profissões mais humildes – mostram que também
precisamos mudar.
A questão da etnia vem sendo discutida
no mundo todo, inclusive no Brasil, que é um país mestiço, onde ocorre a
mistura, principalmente, de negros, brancos e índios. Por mais que se diga que
todas as pessoas são iguais, independente da cor de sua pele, o racismo
continua existindo. Músicas, brincadeiras, piadas e outras formas são usadas
para discriminar os negros. Até mesmo a violência se faz presente, sem nenhum
motivo lógico.
As escolas fazem sua parte criando
disciplinas que mostram a importância que cada cultura tem para a cultura geral
do país. E educando as crianças para que não cometam os mesmos erros dos
mais velhos, pois preconceito se aprende, ninguém nasce com ele.
Enfim, cada pessoa pode fazer a sua
parte, acabando com qualquer tipo de discriminação que existe, com qualquer
tipo de preconceito que sente, percebendo que todos nós somos iguais,
independente de raça, credo, idade, condição social ou opção sexual. Esse é o
primeiro passo para que cada um respeite os direitos dos outros. O direito de
um acaba quando começa o do outro. E com a população conhecendo seus direitos e
praticando seus deveres ela fica mais unida. E a voz que grita para que os
direitos humanos sejam exercidos soará bem mais alta, pois já diz o ditado: “A
união faz a força”.
Depois da leitura silenciosa e oral, a
professora perguntará aos alunos: “Vocês entenderam o texto? Como podemos
construir o sentido desse texto? O que levou o autor a escrever assim?”, assim
como, perguntará aos alunos se existem semelhanças entre o texto e o filme
anteriormente visto. No quadro-verde, anotará algumas ideias sugeridas.
Depois disso, com os alunos dispostos em
duplas, a professora explica rapidamente como funcionam as seções onde se
veiculam textos de opinião. Convém manusear os jornais e revistas de grande
circulação como também os jornais locais, pois em todos constam textos
argumentativos, visto que é um espaço propício ao gênero.
Roteiro para análise de textos:
1) Qual o canal de transmissão do
texto?
2) Qual o gênero textual escolhido?
3) Locutor e interlocutor são os
sujeitos da troca de linguagem.
4) Como o locutor se manifesta no texto?
5) No canal gráfico de transmissão, há
utilização de outros códigos?
6) Qual o tema do texto?
7) Que estratégias de argumentação o
locutor utiliza para defender seu ponto de vista e convencer o leitor?
Os alunos terão que produzir um artigo
de opinião, escrevendo criticamente acerca do tema “O pré-julgamento sobre os
outros e a nós mesmos”, abordado previamente nas aulas. Com a utilização,
também, de uma linguagem formal, título e assinatura usando o próprio nome do
aluno.
Depois, a professora fará a
devolução das produções textuais, comentando os aspectos positivos e negativos.
Abrindo espaço para que alguns alunos leiam seus artigos.
-
Aula 4
A professora anotará no quadro-verde
algumas frases para que os alunos percebam as diferenças de uso da
palavra “que”, pois ela pode ser conjunção ou pronome. Em seguida, fixará
um pequeno cartaz no quadro, contendo os pronomes relativos, e passará algumas
frases para que os alunos revisem o emprego desses pronomes.
Para melhor fixação da matéria será dado
um exercício sobre o assunto, para que os alunos se sintam mais a vontade em
relação ao uso do “que”.
Em seguida, os alunos receberão cópias
de uma notícia sobre temas tratados em aulas passadas, a partir da qual deverão
elaborar, individualmente, um comentário e responder a cinco questões que
tratam do conteúdo gramatical visto em aula.
Logo depois, a professora revisará os
aspectos mais importantes da aula anterior e dirá aos alunos que o entendimento
dos pronomes relativos e das conjunções integrantes foi o primeiro passo para o
estudo das orações subordinadas adjetivas e substantivas.
São distribuídas cópias com a
classificação das orações subordinadas substantivas, para que todos leiam e em
seguida participem da exploração oral.
Em duplas, os alunos procuram exemplos
dessas orações e construirão um painel. Quanto às orações subordinadas
adjetivas, para exemplificá-las, serão anotadas duas frases no quadro-verde:
Meu
namorado que mora em Porto Alegre virá no domingo.
Meu
namorado, que mora em Porto Alegre, virá no domingo.
A professora pedirá auxílio aos alunos
para separar as orações de cada frase. Por último, perguntará à turma: “Qual a
diferença entre esses períodos?”. Assim, será descoberta coletivamente a
diferença de sentido entre as orações adjetivas restritiva e explicativa.
Sistematizando o conteúdo, a professora distribuirá cópias de uma explicação
das orações subordinadas adjetivas, com dois pares de frases para serem
analisados.
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Aula 5
Serão mostradas algumas propagandas. A
primeira e a segunda servirão para que sejam apontadas as estratégias
argumentativas utilizadas na tentativa de convencer o leitor a respeito da boa
qualidade do produto. Já nas demais
propagandas, serão priorizados os enunciados, para que as orações subordinadas
adverbiais possam ser introduzidas.
Logo depois, a professora distribuirá
cópias do conteúdo teórico, cuja leitura será feita em voz alta e,
posteriormente, haverá a explicação oral.
Depois da explicação os alunos receberão
folhas com exercícios para que classifiquem as orações presentes nela, assim
que todos terminarem haverá uma correção em conjunto.
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Aula 6
Para revisar as orações subordinadas, os
alunos receberão uma cópia do artigo de opinião “Funkeiro é vagabundo?”.
Clique na foto para ver em tamanho maior.
Depois da leitura oral, em voz alta,
cada um responderá às questões de interpretação - dando abertura para discussão
em sala também - e classificará as orações sublinhadas no texto.
Quando todos terminarem, haverá correção
coletiva, momento em que a professora aproveitará para sanar as eventuais
dúvidas da turma.
lindo
ResponderExcluirfiquei com vontade de dar essas aulas, hahaha :P
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