quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Plano de Aula? Precisa Sim!

Olá gramáticos! Vamos falar sobre Planos de Aula? Como sabem o planejamento em nossas vidas é algo extremamente importante e justamente por conta disso nós sempre recomendamos a utilização de um Plano de Aula. Afinal imagine como seus alunos se sentiriam se percebessem que seu próprio professor está "improvisando" com o futuro deles? Não custa nada tirar uns minutinhos do seu tempo para fazer daquela, uma boa aula não é?
Bom, pensando nisso eu fiz um plano de aula junto com minhas amigas da faculdade, todo inspirado na matéria que temos nas segundas-feiras na Universidade Paulista: Morfossintaxe Aplicada. . <3
Claro que estamos aproveitando a deixa para apresentar a todos nosso trabalho da mesma disciplina também, mas que não deixou de ser tão interessante quanto.
Esperamos de coração que nosso Plano de Aula ajude futuros e atuais professores e que nossa Atividade Prática Supervisionada nos sirva de exemplo para que futuramente nós mesmas trabalhemos dessa forma, senão melhor.

Obrigado a todos que nos ajudaram a concretizar esse trabalho e a nossa professora Adelaide que nos passou as informações principais para que tudo fosse possível.

Gabriela, Gessyca e Luana (Curso de Letras 3° e 4° semestres)

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PLANO DE AULA

Disciplina: Língua Portuguesa
Ano: 7°
Carga horária: 6 aulas
Período de realização: Nov/2015

Tema Central:

Este projeto pretende resgatar o trabalho com textos de caráter argumentativo, explanando as peculiaridades do modo de organização discursiva argumentativa, procurando tornar clara a distinção entre as noções de tipo e gênero. Para tanto, o ensino será norteado pelos pressupostos teóricos de Koch (2006), Marcuschi (2002) e Charaudeau (1998). Procurará fomentar a escrita e a leitura, fundamentando que, por meio da argumentação, podem-se formar sujeitos mais críticos, capazes de agir positivamente na sociedade.

Objetivos:

·         Avaliar o conhecimento do aluno em relação ao projeto;
·         Propor atividades para que o aluno possa alimentar seu senso crítico, de forma que o exponha aos demais;
·         Contribuir com a interação da classe, a reflexão em conjunto e a troca de conhecimento;
·         Melhorar a interpretação textual dos alunos;
·         Mostrar os efeitos que podem contribuir com as orientações argumentativas de um texto (ironia, metáfora, etc.);
·         Explorar os vários gêneros de caráter argumentativo (propaganda, comentário, poema, etc.)
·         Explanar as orações subordinadas (adjetivas, adverbiais e substantivas) a partir da leitura de textos argumentativos, possibilitando que a turma reflita sobre a relação de sentido que se estabelece entre as orações;
·         Induzir o aluno a pensar nas relações entre o conteúdo gramatical e o tipo textual trabalhado, já que as orações subordinadas são elementos fundamentais para o encadeamento e a articulação de ideais no texto.

Recursos:

·        Aulas dialogadas e expositivas;
·        Aparelho DVD;
·        Projetor Multimídia;
·        Filme;
·        Xerox;

Avaliação

A avaliação será feita conforme a participação do aluno durante as aulas e seu desenvolver nas respectivas produções textuais.

Desenvolvimento

- Aula 1 e 2

Os alunos assistirão ao filme Filadélfia (1993), estrelado por Tom Hanks e Denzel Washington e dirigido por Jonathan Demme. Após a sessão, haverá uma discussão coletiva. A professora lançará algumas questões norteadoras, como: “Qual o tema do filme Filadélfia? Este filme, lançado no ano de 1993, lembra nossa realidade contemporânea? Em quais aspectos?”.

- Aula 3

Após as discussões, os alunos recebem a seguinte folha com o seguinte texto:

Programa de reflexões e debates para a Consciência Negra
Por Felipe Cândido da Silva

Todos sabemos que no mundo há grandes diferenças entre  pessoas e que, por estupidez e ignorância, cria-se o preconceito, que gera muitos conflitos e desentendimentos, afetando muita gente. Porém, onde estão os Direitos Humanos que dizem que todos são iguais, se há tanta desigualdade no mundo?
Manchetes de jornais relatam: “Homem negro sofre racismo em loja”; “Mulheres recebem salários mais baixos que os homens”; “Rapaz homossexual é espancando na rua”; “Jovens de classe alta colocam fogo em mendigo”; “Hospitais públicos em condições precárias não conseguem atender pacientes”; “Ônibus não param para idosos”. “Escola em mau estado é interditada e alunos ficam sem aula”; e muitas outras barbaridades. Isso mostra que os governantes não estão fazendo a sua parte.
Mas pequenos gestos do dia a dia – como preferir descer do ônibus quando um negro entra nele; sentar no lugar de idosos, gestantes e deficientes físicos, humilhar uma pessoa por sua religião, opção sexual ou por terem profissões mais humildes – mostram que também precisamos mudar.
A questão da etnia vem sendo discutida no mundo todo, inclusive no Brasil, que é um país mestiço, onde ocorre a mistura, principalmente, de negros, brancos e índios. Por mais que se diga que todas as pessoas são iguais, independente da cor de sua pele, o racismo continua existindo. Músicas, brincadeiras, piadas e outras formas são usadas para discriminar os negros. Até mesmo a violência se faz presente, sem nenhum motivo lógico.
As escolas fazem sua parte criando disciplinas que mostram a importância que cada cultura tem para a cultura geral do  país. E educando as crianças para que não cometam os mesmos erros dos mais velhos, pois preconceito se aprende, ninguém nasce com ele.
Enfim, cada pessoa pode fazer a sua parte, acabando com qualquer tipo de discriminação que existe, com qualquer tipo de preconceito que sente, percebendo que todos nós somos iguais, independente de raça, credo, idade, condição social ou opção sexual. Esse é o primeiro passo para que cada um respeite os direitos dos outros. O direito de um acaba quando começa o do outro. E com a população conhecendo seus direitos e praticando seus deveres ela fica mais unida. E a voz que grita para que os direitos humanos sejam exercidos soará bem mais alta, pois já diz o ditado: “A união faz a força”.
Depois da leitura silenciosa e oral, a professora perguntará aos alunos: “Vocês entenderam o texto? Como podemos construir o sentido desse texto? O que levou o autor a escrever assim?”, assim como, perguntará aos alunos se existem semelhanças entre o texto e o filme anteriormente visto. No quadro-verde, anotará algumas ideias sugeridas.
Depois disso, com os alunos dispostos em duplas, a professora explica rapidamente como funcionam as seções onde se veiculam textos de opinião. Convém manusear os jornais e revistas de grande circulação como também os jornais locais, pois em todos constam textos argumentativos, visto que é um espaço propício ao gênero.
Roteiro para análise de textos:

1) Qual o canal de transmissão do texto?    
2) Qual o gênero textual escolhido?
3) Locutor e interlocutor são os sujeitos da troca de linguagem.
4) Como o locutor se manifesta no texto?
5) No canal gráfico de transmissão, há utilização de outros códigos?
6) Qual o tema do texto?
7) Que estratégias de argumentação o locutor utiliza para defender seu ponto de vista e convencer o leitor?

Os alunos terão que produzir um artigo de opinião, escrevendo criticamente acerca do tema “O pré-julgamento sobre os outros e a nós mesmos”, abordado previamente nas aulas. Com a utilização, também, de uma linguagem formal, título e assinatura usando o próprio nome do aluno.
 Depois, a professora fará a devolução das produções textuais, comentando os aspectos positivos e negativos. Abrindo espaço para que alguns alunos leiam seus artigos.

- Aula 4

A professora anotará no quadro-verde algumas frases para que os alunos percebam as diferenças de uso da palavra “que”, pois ela pode ser conjunção ou pronome. Em seguida, fixará um pequeno cartaz no quadro, contendo os pronomes relativos, e passará algumas frases para que os alunos revisem o emprego desses pronomes.
Para melhor fixação da matéria será dado um exercício sobre o assunto, para que os alunos se sintam mais a vontade em relação ao uso do “que”.
Em seguida, os alunos receberão cópias de uma notícia sobre temas tratados em aulas passadas, a partir da qual deverão elaborar, individualmente, um comentário e responder a cinco questões que tratam do conteúdo gramatical visto em aula.
Logo depois, a professora revisará os aspectos mais importantes da aula anterior e dirá aos alunos que o entendimento dos pronomes relativos e das conjunções integrantes foi o primeiro passo para o estudo das orações subordinadas adjetivas e substantivas.
São distribuídas cópias com a classificação das orações subordinadas substantivas, para que todos leiam e em seguida participem da exploração oral.
Em duplas, os alunos procuram exemplos dessas orações e construirão um painel. Quanto às orações subordinadas adjetivas, para exemplificá-las, serão anotadas duas frases no quadro-verde:

Meu namorado que mora em Porto Alegre virá no domingo.
Meu namorado, que mora em Porto Alegre, virá no domingo.

A professora pedirá auxílio aos alunos para separar as orações de cada frase. Por último, perguntará à turma: “Qual a diferença entre esses períodos?”. Assim, será descoberta coletivamente a diferença de sentido entre as orações adjetivas restritiva e explicativa. Sistematizando o conteúdo, a professora distribuirá cópias de uma explicação das orações subordinadas adjetivas, com dois pares de frases para serem analisados.

- Aula 5

Serão mostradas algumas propagandas. A primeira e a segunda servirão para que sejam apontadas as estratégias argumentativas utilizadas na tentativa de convencer o leitor a respeito da boa qualidade do produto.  Já nas demais propagandas, serão priorizados os enunciados, para que as orações subordinadas adverbiais possam ser introduzidas.
Logo depois, a professora distribuirá cópias do conteúdo teórico, cuja leitura será feita em voz alta e, posteriormente, haverá a explicação oral. 
Depois da explicação os alunos receberão folhas com exercícios para que classifiquem as orações presentes nela, assim que todos terminarem haverá uma correção em conjunto.

- Aula 6

Para revisar as orações subordinadas, os alunos receberão uma cópia do artigo de opinião “Funkeiro é vagabundo?”.

Clique na foto para ver em tamanho maior.

Depois da leitura oral, em voz alta, cada um responderá às questões de interpretação - dando abertura para discussão em sala também - e classificará as orações sublinhadas no texto.
Quando todos terminarem, haverá correção coletiva, momento em que a professora aproveitará para sanar as eventuais dúvidas da turma. 

 

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